Nikola Tesla, Reich e De Marco…gênios a frente do tempo – Parte 3

A tecnologia já foi usada no interior de São Paulo entre 2001 e 2010

A ModClima, empresa brasileira, incubada no Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia (Cietec), desenvolveu e patenteou uma tecnologia 100% nacional e limpa para induzir artificialmente o crescimento de nuvens e a precipitação de chuvas em regiões pré-determinadas. O processo usa água potável, sem agressão alguma ao meio ambiente. Os sistemas utilizados pelo mundo usam substâncias químicas como iodeto de prata ou cloreto de sódio, proibido em alguns países. Entre 2001 e 2010, a Modclima trabalhou com a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) na produção de chuvas localizadas sobre as represas utilizadas para abastecimento público de água da Grande São Paulo. Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), o avanço da área seca é preocupante em mais de 100 países do globo. A desertificação é um risco presente em 33% da superfície da Terra, em zonas áridas e semiáridas. A região semiárida do território brasileiro ocupa os estados do Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia, além do Vale do Jequitinhonha, no Norte de Minas Gerais, e parte da região norte do Espírito Santo. A Modclima trabalhou com os agricultores dos estados de Goiás, Bahia, Maranhão e Pernambuco, alcançando excelentes resultados, com a ocorrência de chuvas em 68% dos voos. O processo brasileiro tem se mostrado muito mais eficiente que outros disseminados mundialmente. Por exemplo, as experiências americanas de produção de chuvas artificiais utilizando-se o aglutinante químico iodeto de prata apresentam retorno positivo de apenas 10%. No início de 2005, a tecnologia de semeação de nuvens socorreu municípios de Santa Catarina que estavam em estado de emergência devido à estiagem prolongada. Lá a grande preocupação era com o baixo nível dos rios utilizados por pecuaristas e agricultores. Todos os resultados foram acompanhados pelo Ciram – Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia do Estado.

Milagre ou Ciência na Chapada Diamantina?

Em maio de 2012 duas aeronaves com tecnologia de indução de chuvas provocaram as primeiras precipitações pluviométricas geradas artificialmente na região da Chapada Diamantina. Ao todo, os aviões da empresa ModClima, contratada pelo governo do estado, induziram quatro chuvas nos povoados de Guariba, Alagoas e Santa Quitéria, próximos ao município de Itaberaba e onde estão plantados cerca de quatro mil hectares de abacaxi. Considerada não poluente, a indução consiste em semear água nas nuvens com potencial para chuva e acelerar o processo natural. O procedimento é baseado na pulverização controlada de gotas através de aeronaves equipadas com tanques de 300 litros de água potável. O avião Aztec bi-motor chegou no domingo ao município de Posse, em Goiás, e no mesmo dia provocou as primeiras precipitações. Os resultados animaram os agricultores e a notícia já se espalhou. Agricultores da região de Irecê, na Bahia, acompanharam os trabalhos desenvolvidos na Chapada Diamantina e estudam a possibilidade de contratar a Modclima para produzir chuvas artificiais também em Irecê.

O Gênio maldito de Araraquara
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Por José Maria Brandão, Revista Planeta – O consultório modesto instalado num porão da rua Gonçalves Dias, em Araraquara, assentava bem com a figura simples do Dr Frederico De Marco. Paredes rabiscadas de alto a baixo, mostravam fórmulas, símbolos e equações. Mesas repletas de objetos estranhos, provetas, ferramentas, cadernos e um mundo de coisas. Em meio a essa aparente desordem, Frederico vivia seus melhores momentos em constantes buscas, realizando pesquisas e experiências. Contava apenas com o estímulo e a simpatia de alguns amigos e sofria profundamente diante da incompreensão da maioria do povo da sua terra. Assim, isolado, percorreu o mundo das ciências, notadamente da física, desde Galileu até Einstein, criando, teórica e praticamente os mais variados inventos. Tachado constantemente de louco e visionário, por muitos, recebeu, entretanto o apoio de inúmeros cientistas de renome internacional.

Frederico De Marco era seguidamente criticado por ser médico e dedicar-se a pesquisas em outros campos da ciência. A despeito dessas críticas, continuava pesquisando. Sentia irresistível fascínio pela física-matemática, principalmente pela eletricidade. Encontrava nesse trabalho uma derivação física. Uma válvula de escape. Galileo Ferrarris, o inventor do campo magnético rodante, descansava o espírito lendo uma partitura de Beethoven. Einsten tocava violino. Roberto Meyer, sendo médico, criou a lei da conservação da energia. É portanto comum, a prática da higiene mental em trabalho diferente daquele que habitualmente se faz.

Fascinado pela eletricidade desde criança, De Marco, encontou teoricamente, a possibilidade da telefonia sem fios, antes de Marconi, segundo depoimentos dos professores Slater, Do Mackenzie College e Souders, da Escola Politécnica.

Aos oito anos ja conhecia a física de Touilet e publicou trabalho sobre a teoria de Otto Von Schron, acompanhado de 25 clicês, na revista Progresso, do Mackenzie College. Por ser apenas um garoto não acreditaram que fosse ele o autor. O professor Barreto achava impossível uma criança compreender coisas tão abstratas e somente submentendo o menino a um exame, de supresa, ficou convencido.

Completados os primeiros estudos, Frederico foi para a Europa onde travou conhecimento com os maiores nomes da ciência. Dedicou-se a medicina mas continuou a tocar o “violino de Ingres”, as ciências físicas. Buscando incessantemente, De Marco inventou inúmeros aparelhos e entre eles a pilha termelétrica com galvanometro de Wledmain. Este aparelho foi utilizado no gabinete de tsydrologia experimental de Bolnha para sondar os recessos da retina e sua modificações correspondnetes as atividades cerebrais. Criou ainda a teoria da maré eletrotelúrica; a teoria da consciência como intensidade e a microscopia luminescente.

Em 1940 a Imprensa brasileira destacava a descoberta de Frederido De Marco realtivamente a transmissão da energia a distância. Sabendo que Marconi tinha feito declarações a respeito desse assunto e que até então permanecia em segredo, na itália, os estudos do cientista brasileiro deviam vir a público. Muitas vezes ocorreu a Frederico iniciar um estudo, mantendo-se em silêncio e posteriormente surgir um outro estudioso que realizava idêntico trabalho. Desta vez, instado por amigos, aquiesceu em sair do anonimato para publicar seu trabalho começado bem antes de Marconi.

A solução encontrada por Frederico De Marco, na transmissão de energia a distância, tinha como base o emprego de ondas ultracurtas concentradas em trens, intermitentes,etc. Utilizou também uma fonte de emissão rodante, ja usada para outros fins, por Mjoranna, com bom resultado. Tinha dessa forma, enormes possibiliddes eletrodinâmicas. Para a capatação usou um ressoador de Hertz, bimetálico, com um condensador oscilatório eletrônico inventado por ele. Espelhos magnéticos e campos de ionização serviam de barragem as onda a serem captadas, como na zona de reversão da atmosfera. O paralelismo entre campo eletromgnético dinâmico e motor, levado a esfera das ondas intermitentes concentradas, etc, agindo a distancia sobre um dispositivo especial, resolveria, industrialmente o problema.

Todavia na época, a construção desse dispositivo, no Brasil, era quase impossível. Idealizou assim, dois aparelhos para transformação de energia ondulatória em energia eletrodinâmica: um de ordem fotoelétrica e outro de ordem fotoquímica, que o professor Mingola prontificou-se a construí-los. Pensava também num ciclotron poderoso lançando no espaço partículas elétrics com velocidade espantosas e concentrada, em direções estabelecidas. Tesla já tinha feito algo similar. A General Eletric com seu motor a luz, tinha também dado grande passo nesse sentido. Contudo não foram além disso, mantendo-se apenas no terreno científico e não prático. A energia intra-atômica nuclear resolveria o problema da energia vazia, mas em outo sentido. Segundo afirmava, “o homem precisa ter o poder de mandar muito longe de si essa energia. Meus estudos e experiências visam exatamente a esse objetivo.” Para demonstrar experimentalmente sua descoberta, tinha dois métodos ao seu alcance e ambos altamente convincentes. Bastava deixar o terreno científico e entrar no industrial. Finalmente, em 1941, obteve o êxito esperado, conseguindo transmitir a energia a uma distância superior a quinhentos metros, na presença do povo perplexo e ainda descrente, da cidade de Araraquara.

Novos conceitos aos métodos de rejuvenescimento

O processo de rejuvenescimento através de cirurgia – enxerto de glândulas – revolucionou o mundo, quando difundido por Sergio Voronov, médico russo, naturalizado francês e diretor do Laboratório de Cirurgia Experimental na Escola de Altos Estudos e no Colégio de França. Voronov baseava-se nos métodos de Carrel (Aleixo Carrel, cirurgião e fisiologista francês, premio nobel – 1912 com o livro “O Homem, Esse Desconhecido”, na prática da transplantação ou enxertos de tecidos.

Em 1928, os jornais do Brasil anunciavam que Frederico De Marco, médico formado na Europa, assistente durante três anos do consagrado clínico italiano, professor Augusto Murri, apresentava novos métodos à operação de rejuvenescimento. Suas experiências o levaram a adotar a parabiose.

Como objeto de pesquisas, serviu a parabiose para muitas finalidaes fisiológicas e biológicas. Dentre os estudiosos mais notáveis, destacam-se: Morpurgo, na Itália; Ehrlich e Saurbrucj, na Alemanha e Talles, o Brasil. De marco também realizou inúmeros trabalhos sobre esse assunto, tanto no Brasil, como na Itália e Alemanha.

Quado se fala em parabiose é natural lembrar-se de simbiose (vida conjunta que representa um intercâmbio de necessidades e interesses comuns. A simbiose é mais evidente, na vida vegetal, especialmente nos liquens, cogumelos (Bary, 1879), até a enxertia simbiótica nas plantas mais desenvolvidas. O conceito de simbiose abrange vasto campo da fisiologia comparada e é quase universal na sinfonia econômica dos seres vivos e até mesmo entre vivos e mortos (vermes). O parasitismo utilitário é outro aspecto dessas estranhas associações biológicas. Mutos conhecido é o caso dos irmãos siameses (dois seres ligados uma ao outros, por qualquer parte do corpo), ficando célebre a cirurgia praticada por Doyen, na França e por Chapotpresvost, no Brasil, procedendo o desligamento. A operação inversa é designada por parabiose.

As conclusções de Frederico De Marco se apoiavam, de modo especial, na vida simbiótic dos xifópagos. O caso considerado teratológico pela natureza, seria transformado pela ciência em método preparatório e enxerto do órgão são, no órgão decadente para depois se processr a separação das duas vidas. Esse processo eliminaria as dificuldades encontradas por Voronov quanto aos enxertos de orgãos humanos. O cientista francês (naturalizado) procurou contornar tais obstáculoa se aproximam da morfologia humana. Porém, como os orangotangos são raros e de elevado preço, a solução se afigurava inviável. Aplicando o novo método, De Marco utilizou cobaias e obteve pleno êxito. Uma cobaia velha rejuvenesceu, ficou mais bonita e recoberta de pelos luzidios e espantosamente desenvolvida. Inicialmente, a nova emagreceu um pouco, recobrando contudo, logo depois, o seu vigor primitivo.

Frederico De Marco comunicou sua descoberta a Voronov e este desestimulou-o, afirmando que tal experiência poderia ter valor fisiológico de curiosidade, nunca porém, na prática humana. Mais tarde, entretanto, retratou-se reconhecendo que as experiÊncias com animais poderiam oferecer excelentes resultados nos csos da terapêutica humana.

Negada permissão para experiências humanas

A parabiose, como se sabe, não é um fato natural. É produto do homem, criando um artefato experimental. Ligar dois seres cirurgicamente corresponde a realizar uma simbiose experimental. Alexandre Volta sobrepôs discos metálicos para construir a pilha elétrica. Os cientistas ligaram seres com seres pra estudar os efeitos e obtiveram resultados fecundos. Quando se ligam cirurgicamente dois animais, pode-se verificar relativo equilíbrio entre as partes, havendo, geralmente, benefício recíproco. As vezes um se torna a esponja do outro, mas a entropia sempre rege os intercâmbios, por mais desequilibrados que sejam. Quando não surgem incompatibilidades, torna-se indispensável a separação, porem esses casos ocorrem raramente.

Após realizar várias experiências com animais e ter ouvido as opiniões de Voronov (enxertia parabiótica); Stinach; Houssay e Carlos Foá, Frederico De Marco tentou introduzir o método no campo humano. Os maiores expoentes no assunto não viam óbices de ordem científica para essa experiência. Outros, contudo, interpunham obstáculos de toda espécie. A priori, opôs-se Fernando Magalhães (médico, escritor e professor da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro – membro de inúmeras associações científicas no Brasil e em outros países), entretanto, verificando uma prova concreta, ficou vivamente impressionado. Frederico se propôs a realizar uma prova humana, no hospital da Faculdade de Medicina, ligado a Santa Casa de Curitiba, onde lecionava. Estando tudo acertado, o magnífico reitor professor Vitor do Amaral telegrafou ao professor Miguel Couto solicitando sua opinião. O grande médico respondeu que desconhecia a parabiose. Sabendo-se da probidade de Miguel Couto, foi fácil interpretar que ele entendia o fato como a margem da órbita médica. diante disso não foi dada continuidade a experiência.

Mais tarde De Marco sentiu que em Araraquara tinha condições de realizar a experiência. Expondo a questão ao desembargador Manoel Carlos, registrado em São Paulo, este sugeriu que fosse encaminhado relatório a Sociedade de Medicina Legal e Criminologia, solicitando, não apenas opinião, mas sobretudo, permissão para executar a experiência no homem. A resposta foi negativa, mas por motivos jurídicos que propriamente científicos, embora Carlos Foá, na ocasião em São Paulo, aprovasse a idéia. De marco matinha fixa a idéia e sempre que apresentava oportunidade retornava ao assunto. Foi assim que em Paris insistiu no tema. (Press Medicale).

Na realidade, nesse jogo de “pode não pode”, o Brasil perdeu a oportunidade de assumir o pioneirismo nesse campo. Os russos tomaram a dianteira e puseram a questão no prato da medicina extrema. O cientista brasileiro lamentava profundamente esse fato e quando entrevistado dizia: “É necessária a abertura de campo, em nosso Braisl, paa quem esteja aparelhado e com mais autoridde para aplicar no homem a parabiose, seja como método de estudos preliminares, seja como técnica de aplicação clínica. Só assim será possível a competição com os russos.”

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A aplicação da parabiose pode ser temporária, isto é, ligar e desligar, ocorrendo com isso perigo relativo. A ligação permanente só deverá servir par os casos irreversíveis. Se salomão ao invés de ingerir sangue de crianças, pudesse enxertar um bebê no seu corpo, por algum tempo, os resultado teriam sido mais palpáveis e menos sangrentos.

Fótons que se materializavam em elétrons

Pesquisando os mais variados campos da ciência, Frederico De Marco realizou em Araraquara, em 1944, importante experiência sobre o efeito da colisão de fótons. Essa experiência despertou, inclusive, o interesse de Einstein, demonstrado através de carta enviada ao cientista brasileiro. Conseguindo bons resultados nesse trabalho. De Marco remeteu nota prévia a Academia Brasileira de Ciências; à Science Academy, de Washington e também a entidade congênere, de Buenos Aires, salientando que embora dependendo de experiências de suma precisão, “trata-se de uma nova tentativa experimental, que talvez encerre um vasto e promissor programa de indagações, sobre a natureza da luz (fótons).”

Dizia ainda, que “a interdependência entre a matéria e a luz, entre corpúsculos e radiações propriamente ditas, está bem definida pela teoria e pela experiência, formando um dos mais fascinantes capítulos da física de nossos dias que confina no princípio da identidade da matéria e da energia. Há uma equivalência entre elétrons que se transformam em fótons e fótons que se materializam em elétrons.”

O próprio cientista admite considerações diversas, resultantes dessas experiências. Objeções vagas não eliminam as dúvidas de que a na realidade a formação dessas entidades necessita de fatores heterogêneos. Se, por exemplo, a matéria for bombardeada com raios gama, não se pode afirmar que esses raios se transformem, fatalmente, pois tem-se a matéria bombardeada, contendo esses elementos corpusculares. Parece existir na físic certa contradição entre a interpretação dada a materilização de fótons por raios gama e aquela oferecida por Einstein em efeito fotoelétrico. Na primeira, o fóton com raios gama se materializa, enquanto na segunda, a luz simplesmente desloca um elétron. Citando Broglie, De Marco diz que o cientista não esconde seu pensamento a esse respeito, quando afirma: “parece provável que se algum dia surgir uma teoria amplamente satisfatória sobre a natureza do fóton se construir, ela se baseará nos pontos defendidos pelo cientista brasileiro.”

Energia desiguais em conflito

Segundo afirmações de Frederico De Marco, depois do fastígio da mecânica ondulatória, qualquer teoria puramente corpuscular não pode conter nenhum fator capaz de definir sua frequência, e dai a razão de se associar a idéia da periodicidade. Se, realmente, entre ondas e corpúsculos não há senão a diferença das “duas caras complementares, de uma realidade igual”, por que não experimentar com os fótons, livremente, e fazê-los chocar, cruzar, etc, entre si, respeitando-se, porém as leis das transformações energéticas mencionadas por Einstein?

A materialização dos raios gama, que são fótons, pode ocorrer independentemente do processo dos relativos níveis de energia e do princípio da correspondência. Raman, físico indiano, ja tinha se aproximado um pouco nesse sentido. O mesmo pode acontecer com outros fótons, sem que haja, necessariamente, impactos com matéria, deixando assim, a dúvida de que não houve a conversão pura, direta e absoluta, do fóton em matéria preexistente.

Prosseguindo em seus estudos, Frederico acreditava em nova perspectiva, segundo a qual, certos fótons poderão condensar-se em masa e em eletricidade, obedecendo ao dualismo da física, não sendo sempre necessário respeitar o formalismo real ja conhecido. Um fóton poderá ter um antifóton que não será, obrigatoriamente, um ente conhecido, podndo mesmo diluir-se pelas paragens por onde andaram Pauli e Fermi e muitos outros roedores de átomos, dos tempos modernos. Não deve ficar implícito, entretanto, que cada fóton possa voltar a ser uma unidade de matéria atômica. Poderá ser uma fração que escapará por muito tempo a poder de apreensão experimental.

Tal idéia, puramente conceitual, não influi sobre este assunto cardial que é o de reverter o fenômeno de materialização sem interferência de matéria golpeada pelos fótons. Admitem-se fótons de maior massa, isto é de diferentes grandezas. É claro ue o fóton produzido pela destruição de posítron seja maior que o do fóton de um elétron. É possivel que no impacto (colisão) de fótons contra fótons para fazer recuar um raio premido pelo outro, tenha necessidade de energias desiguais em conflito e talvez predeterminadas. Na lâmpada comum de luz elétrica, qual seria a inversão do processo? Não pode haver outro caminho: o impacto de luz contra luz, pois a cobra não pode engolir a si mesma.

O choeque dos fótons deve operar-se em ambiente neutro incapaz de reagir e modificar a clareza ou a evidência da demonstração a dar. Talvez a solução do dispositivo ideal esteja na combinação de aparelhos e, sobre tudo, na manobra estratégica necessária para produzir o efeito desejado no vácuo, em tuo hermeticamente fechado, procedendo depois a operação de removê-lo, recolocando-o em um ambiente onde se possa idetificar o efeito ou medir a energia das “caras” (contadores proporcionais).

Usina de energia cósmica no Brasil

É evidente que uma câmara de expansão de Wilson, contendo ar, não poderia ser diretamente utilizada para esse fim, esclarece o cientista Frederico De Marco. Como numa cidade do interior (Araraquara), não se pode competir com os grandes centros científicos, De Marco apelou par Raman, Einstein, Dempster, Dirac, Thibaut, Blackett, Fermi e outros e recorreu a Academia Brasileira de Ciências, sem preocupações de vencer ou ser vencido. Sua experiência com dois tubos de raios X contrapostos, focalizados em tubo de vácuo, distante de metais e blindado com chumbo, é bastante interessente, pois o choque de dois raios aumenta a carga do tubo, não na mesma proporção da soma de duas cargas, aplicada sucessivamente e isolada pelo tempo não convergente, porém, iguais. Frederico De Marco insistia em afirmar que todos os esforços de ordem experimental ainda exigiam controle rigoroso de experimentação mais perfeita.

Qaundo em 1946 alguns jornais de São Paulo estamparam manchete na primeira página: “BOMBA ATÔMICA EM SÃO PAULO”, muita gente ficou espantada. O fato entretanto colocava novamente em evidência o nome e a capacidade do cientista Frederico De Marco. Por determinação do presidente da República e através do Estado maior do Exército e Serviço Nacional de Defesa, Frederico De Marco e Mauro Ricardo Lehmann foram incumbidos de apresentar seus estudos sobre energia nuclear, aos militares responsáveis pelo comando dos órgãos de defesa. Recomendou ainda, o presidente da República, a continuação desses estudos, considerados “como a mais arrojada iniciativa, no terreno da física atomística”, pelos professores L Lopes, lente de física teórica da Faculdade Nacional de Filosofia, João Cardoso, catedrático de fisica-química e Costa Ribeiro, lente de física superior, da mesma faculdade.

A exploração do campo relativo à produção de força cósmica, no Brasil, apresentava aspectos altamente positivos diante da facilidade de se encontra urânio e tório, em grande quantidade, em inúmeras regiões brasileiras, a ponto de provocar a cobiça por parte de grandes potências. Um geólogo e mineralogista destacou a existência de enorme jazida de pechblenda com alto teor de urânio, entre ubá e Pomba, no Estado de Minas. Avaliou tais depósitos em cerca de trinta mil toneladas de minério bruto. Outra jazida foi assinalada na ilha de Bananal. Esta porém, contendo pouca quantidade de mineral. A pechblenda tem sido encontrada seguidamente em todo o Estado de Goiás e Minas, principalmente na região do rio Araguaia. O tório também é descoberto com frequência, misturado com as areias das praias, no Norte do país.

Segundo demonstração feita pelos cientistas brasileiros, em torno da produção de energia cósmica, o processo representava uma síntese dos métodos utilizados pelos norte-americanos, ingleses e franceses, porém, ja corrigidos os defeitos, bastante conhecidos dos estudiosos brasileiros. Dessa forma não haveria perda de tempo e tampouco gastos inúteis. Afirmavam ainda De Marco e Lehmann que o Brasil tinha condições para produzir a energia atômica com um custo cem vezes menor que nos EUA.

Destacavam também os jornais da época (outubro de 1946), que o plano completo para a instalação de grandes laboratórios, numa capital do Brasil, estava quase pronto para ser entregue ao Estado-maior do Exército e que a planta vinha sendo elaborada por técnicos de gabarito. Nesse plano previam a mobilização geral dos cientistas e estudiosos de todo o pais para um trabalho conjugado. Garantiam os noticiaristas que aproximadamente mil pessoas já estavam colaborando ativamente, na consecução do programa preconizado pelas Forças Armadas. Dentre essas pessoas, três ocupavam posição de destaque: Frederico de Marco, R. Argentiéri e Mauro Ricardo Lehmann.

Fabricação de Chuvas

Com essa gigantesca usina de energia cósmica, o Brasil pretendia transformar-se num dos países vanguardeiros da civilização contemporânea, igualando-se às grandes potências. Aliás, em 13 de novembro de 1937, R Argentiéri, em artigo publicado em diversos jornais, antevia a possibilidade do Brasil se projetar no campo da energia cósmica. O texto original desse artigo sofreu profundos cortes por parte da censura instalada pelo movimento getulista.

Fabricar chuvas tem sido uma constante preocupação de inúmeros cientistas. Nos EuA, por exemplo, destacaram-se Schaeffer e Langmuir. No Brasil quando se fala em chuva artificial, imediatamente ocorre o nome de Janot Pacheco, popularmente conhecido por “Manda-Chuva”. Todavia, poucas pessoas sabem que o pioneiro nesse campo foi Frederico De Marco. Aliás, essa prioridade foi proclamada, inclusive, pelo professor italiano, Luiz santomauro, meteorologista do Observatório Astronômico de Brera (Milão), em conferência pronunciada on Instituto Lombardo de Ciência Facy e Rouleau.

Desde 1914 De Marco vinha cogitando de fazer chover e, em 1917, estando em Bueno Aires, realizou os primeiros ensaios, com ar líquido.

Somente em 1940 voltou a efeutar novas experiências, procurando aperfeiçoar seus métodos, nesse espaço de tempo. Inicialmente utilizou aviões teco teco paralançar substancias especiais, sobre as nuvens carregadas. Essa prática foi adotada também pelos norte americanos, em 1946, havendo assim, coincidência com os métodos de Frederico.

Rojão para provocar as nuvens

Apenas os processos eram diferentes. Langmuir usou anidrido carbônico solidificado a 79 graus abaixo de zero, ou seja o conhecido gelo seco. Como nessa ocasião De Marco não conseguia o gelo seco, em São Paulo, lançou mão de outras substâncias: ar líquido, iodeto de prata, nitrato de sódio, etc. Embora não contasse com os recursos dos americanos e até enfrentando sérios problemas, Frederico D Marco fabricou chuva.

Prosseguindo, De Marco concluiu que atacar as nuvens por meio de aviões não produzia resultados amplamente satisfatórios e oferecia perigo. É normal o piloto fugir das nuvens escuras, porque geralmente estão em turbulência. Atavessá-las é tarefa difícil e muito perigosa. Em 1947, um piloto da RAF que acompanhava Frederico no ataque às núvens, ficou em apuros para escapar de uma tempestade causda pela provocação da chuva. Um ano mais tarde, outro piloto atirou inadvertidamente, sobre nuvens, toda a substância utilizada para pçrovocá-las (o processo deveria ser realizdo em etapas) e, em consequência, desabou sobe São Paulo violenta chuva de pedras com blocos de até dois quilos. Segundo esclarecimentos de De Marco, o ataque as nuvens, em meios térmicos, produz melhores resultados. Desse ataque, segue violenta reação adiabática e desta nasce a chuva. O processo sob o ponto de vista físico se afigura simples, entretanto, a prática é complexa e sujeita a fatores instáveis.

Além desses problemas, Frederico se ressentia também, da falta de maiores recursos financeiros e, principalmente de apoio. Quantas vezes ele lembrava do apelo que lhe fizera, certa ocasição, um prefeito do interior paulista, no sentido de debelar a seca que assolava a região, não sendo atendido. De Marco tinha a solução científica, porém, necessitava de um avião para aplicá0la e esse aparelho tão simples lhe foi negado. Esbarrou no desinteresse total demonstrado pelos aeroclubes e inclusive pelo próprio Governo do Estado.

Diante desses problemas, Frederico abandonou a idéia do avião, planificando e criando um foguete, relativamente simples e de baixo custo. O foguete funcionava a base de hidrogênio e em sua chama (1370ºC), injetava 300g de iodeto de prata. Essa substância, passando ao estado de vapor, tem a capacidade de se elevar ao ar e de condensar-se instantaneamente, num fluxo de partículas submicroscópicas. Tais partículas chegam até as núvens e se comportam com núcleos de condensação, formando pesadíssimos cristais de gelo que vão caindo e se desmanchando e atingem o solo sob forma de chuva.

Experiências realizadas no Novo México, nos EUA e em Araraquara, Brasil, mostraram resultados positivos, “indicando que muito em breve o homem terá a chuva quando desejar, através de um engenho e de substâncias de preços acessíveis.”

Aplicando a medicina na Itália

As andanças de Frederico pelos caminhos da ciência física não faziam interromper seus avanços dentro do campo biológico. Cada paciente era sempre um caso novo a merecer especial dedicação e profunda análise. Dai, o acerto de seus diagnósticos. Na própria Itália ele demonstrou sua capacidade como médico, cuidando de “Gabrielino”, filho do notável poeta Gabriel D’Annunzio. O moço estava desenganado. Restava a tentativa de uma intervenção cirúrgica, remendada por uma junta médica. Os diagnósticos e exames indicavam um tumor no cérebro e mesmo com a operação, eram remotas as esperanças de salvá-lo. Gabriel D’Annunzio desesperado lembrou-se de Frederico de marco que nessa ocasião se encontrava na Itália. Sabia ter sido ele um dos mais renomados assistentes de Augusto Murri, famoso clínico italiano. Imediatamente mandou buscá-lo em seu hidroavião. De Marco examinou o rapaz e entendeu desnecessária a intervenção cirúrgica e sem perda de tempo deu início a intenso tratamento clínico e poucos dias depois, “Gabrielino” estava completamente restabelecido. D’Annunzio exultante agradeceu publicamente o médico brasileiro, dizendo entre outras coisas: “Pareceu-me, pelo nome, filho del mio Abruzzo, Esguio e acerbo. Duro e leal.”

Este fato teve enorme repercussão na Itália, a ponto de ser convidado para dirigir um dos mais importantes hospitais de Bolonha. Frederico não aceitou, unicamente para não perder sua condição de brasileiro, pois embora ão fosse compreendido no Brasil, ele amava esse pais, acima de tudo. E amou até sua morte, ocorrida no dia 23 de junho de 1960. Morreu pobre, cumprindo sua nobre missão dentro do lema que ele mesmo traçou:

“JAMAIS USUFRUIREI VANTAGENS FINANCEIRAS DOS MEUS INVENTOS E DESCOBERTAS. SOU UM INTÉRPRETE DE DEUS. UM INTERMEDIÁRIO ENTRE ELE E A HUMANIDADE. O RESTO NÃO IMPORTA.”

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No alto desta torre (hoje derrubada) estavam as caixas negras que captavam os raios cósmicos

“Eu era criança e De Marco era um mito em minha terra, Araraquara. Estranho mito. Vinte e cinco anos atrás uma cidade do interior era uma ilha isolada do mundo. Telefones manivela, um ou dois jornais que chegavam diariamente, as poucas revistas existentes, o rádio. Transporte: dois trens diários para São Paulo. Fechada em si mesma, a cidade, como todas as outras, era um poço de preconceitos. Natural que De Marco fosse olhado estranhamente. Lembro-me bem de sua figura: baixo, gordo, cabelos compridos, grisalhos, sempre arrepiados. O que interessa a aparência: De Marco era médico, mas sua clientela era particular, apenas os que confiavam nele. Grande parte da população o via com um bruxo, louco, alguém para ser mantido a distância. Com o tempo, o mito De Marco atenuou. A imprensa paulista, carioca e estrangeira dando intensa cobertura ao cientista serviu para mostrar o valor daquele pesquisador isolado, lutando com os próprios recursos e contra a incompreensão geral.

Criança ainda eu era coroinha na matriz. Um dia, o vigário me deu a chave da torre e pediu que “acompanhasse o doutor De Marco”, para ajudá-lo. Subimos a torre da igreja. Era um dos pontos mais altos da cidade. Na torre (a igreja não existe mais, foi destruída pelo progresso, para construírem uma matriz modernosa) havia uma cúpula de zinco. Ali, De Marco instalou uma caixa preta fechada. Era parte de sua pesquisa sobre raios cósmicos, trabalho também pioneiro no Brasil. Eu o encontrei anos mais tarde, fins de 1959, começo de 1960. Eu já era então repórter do jornal Última Hor e fui encarregado de fazer uma entrevista com um cientista. Quando cheguei ao hotel, era De Marco. Foi a última entrevista que ele deu a um jornal de São Paulo. Meses depois, morria. Para mim, De Marco foi um gênio maldito. É necessário compreender aqui o sentido em que usamos maldito, em Planeta. É o de inteligência a margem, homem fora do comum, incompreendido. Um homem do futuro, vivendo no presente.” Ignácio de Loyola.

Tesla procurou levar a energia livre gratuitamente a todos do planeta.

Reich, por sua vez, utilizou a energia livre para a cura e o desenvolvimento de uma psique saudável e livre de bloqueios emocionais. Mas que também, como Frederico de Marco, preocupou-se com a criação de chuvas.

Como nenhum desses três grandes homens estão mais conosco neste plano de consciência, vamos ouvir Trigueirinho falar sobre a energia cósmica com a qual Tesla, Reich e De Marco tanto se envolveram, visando beneficiar a todos nós.

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“Qual a diferença entre a energia Um e o prana? O que é chamado de Um é a energia do universo, a anergia como um todo, e o prana é um dos aspectos dessa energia do universo, desta energia como um todo. O prana dentro desta energia é o princípio vital, principio material que nutre o nosso sistema energético. Então quando falamos em prana falamos daquele tipo de energia universal que nutre o nosso sistema energético e que nutre também o sistema energético do planeta. O prana é a energia bem material, a posso que o uno zone, Um, é a energia pura, com os antigos consideravam isso Deus. Energia pura, uma forma de ver a energia UM. A nossa energia física, o nosso sistema energético vem do prana e a energia Um, é a energia única ou Deus, como vocês quiserem chamar.”

Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=A_Ju9_T4qWc — Por Tak Takeshida
https://www.youtube.com/channel/UCrHlMRgR0AjUFo4UXCivZ2w
https://pt.wikipedia.org
http://www.jornaloimparcial.com.br/
Revista Planeta
http://www.nucleopsic.org.br/
http://www.vice.com/
http://www.saindodamatrix.com.br/
http://www.pesquisa-unificada.com/
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